sábado, 21 de agosto de 2010

Reflexão!

O vídeo a seguir traz uma animação sobre o contexto educacional tradicional em comparação com as inovações introduzidas no processo de ensino-aprendizagem, através da tecnologia representada pelo computador e pela internet. É divertido, tem uma boa trilha sonora e nos leva a refletir sobre o contexto educacional em que vivemos hoje e já vivemos um dia. Vale a pena conferir!

Educação à distância no Brasil: diretrizes políticas, fundamentos e práticas.

Por Maria Elizabeth B. de Almeida.

Resumo: O advento das tecnologias de informação e comunicação – TIC trouxe novas perspectivas para a educação a distância, devido às facilidades de design e produção sofisticados, rápida emissão e distribuição de conteúdos, interação com informações, recursos e pessoas. Assim, universidades, escolas, centros de ensino e organizações empresariais oferecem cursos a distância através de recursos telemáticos, os quais podem assumir distintas abordagens. Este artigo discute as abordagens usuais da educação a distância e apresenta a evolução dessa modalidade educacional no Brasil, destacando o uso crescente de ambientes virtuais de colaboração e aprendizagem na educação a distância e a potencialidade das TIC para o desenvolvimento de um processo construtivo.

http://cecemca.rc.unesp.br/cecemca/EaD/artigos/atigo%20Beth%20Almeida%20RIBIE.pdf

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Internet: lugar de autoria ou plágio?

Praticamente todos os dias temos que utilizar a internet atrás de informações que sao pertinentes ao nosso dia-a-dia e, de maneira abrangente, devemos refletir sobre a temática da autoria existente na esfera da internet, além dos vários tipos de ferramentas que podemos utilizar para interagir neste meio. Creio que para responder à pergunta feita no título desta postagem, devemos definir tanto o plágio como autoria, para então chegarmos a uma conclusão sobre nosso atual contexto.

Entendo que plágio é assumir a autoria do trabalho ou criação de qualquer outra pessoa que não seja você mesmo. Parece redundante, mas essa seria a exata definição de plágio para mim. Logo, se algo (foto, texto, comentário, frase, idéia, entre outros) foi publicado por você – em seu site, blog, perfil de rede social (no Orkut, Facebook e Twitter, por exemplo) não está claro quem é o autor, você está incidindo em plágio. Ainda que seja algo de tamanho ínfimo, bastando ficar subentendido que você é o autor postagem publicada, isso é plágio.

O que foi descrito acima é o tipo mais conhecido de cópia, mas ainda temos outros, como a contrafação. A meu ver, este é o delito mais comum e a forma ditada pela Lei de Direitos Autorais à cópia não autorizada. Quando republicamos o texto de alguém sem ter permissão do autor, estamos cometendo contrafação – e este é um delito previsto no código penal. Aqui vale salientar que mesmo creditando a autoria do texto copiado ao autor, continua sendo definido como o delito previsto no Código Penal Brasileiro.

Quanto à definição de autoria, devemos antecipadamente ponderar que própria produção de conhecimento é uma remodelagem de conhecimentos previamente estabelecidos na nossa sociedade. Desta forma, temos que a autoria não pode ser percebida como aquilo que me diferencia dos outros. Inversamente, em uma conjuntura globalizada, multicultural, aquilo que pode me identificar pode ser exatamente aquilo que me faz estar relacionado com o outro e com os outros. Nesta linha de pensamento, a autoria não é mais o sinônimo de minha presença exclusiva no atual contexto social, através de uma obra única e intransferível, mas se torna aquilo que me posiciona diante de tantos outros e que, nesta situação, marcam a minha identidade.

Diante do exposto, nós – enquanto professores principalmente, devemos pensar na questão discutida nesta atividade, porque ela norteia a nossa atuação no magistério, uma vez que a internet está na v ida da maioria da pessoas que fazem parte da sociedade globalizada que estamos inseridos e qualquer pessoa pode ter, através dela, acesso a qualquer tipo de informação que deseje. No meu ver, o professor deve se preocupar em preparar suas atividades de modo que o aluno seja incluído no processo de ensino-aprendizagem, propondo as atividades de modo que o seu aluno se sinta e seja realmente incluído na produção de conhecimentos. Deste modo, o professor deve refletir sobre o que ele sugeriu aos alunos e o jeito que ele sugeriu. Se o aluno não foi convidado para ser autor e colaborador do exercício sugerido, ele não se vê com a obrigação de produzir nada propriamente seu, ou a partir de si mesmo. Também devemos refletir sobre o processo de produção do conhecimento utilizado pelo aluno (que questões ele levantou para fazer tal trabalho, que fontes ele buscou, qual o tipo de análise que ele fez), caso isto não tenha sido apresentado antes. Assim sendo, podemos meditar sobre o processo também e não somente sobre o resultado além de podermos compartilhar a experiências oriundas do exercício proposto com outras produções de outros alunos, destacando os pontos de distinção entre as diferentes produções.

O que devemos deixar claro em sala de aula é que, com tantas informações distintas disponíveis ao alcance de um clique na internet, os nossos alunos (e nós mesmos) devem saber trabalhar essas informações de modo a construir conhecimentos, e para que esse aluno se torne um cidadão consciente da conjectura globalizada em que estamos inseridos e obtenha sucesso em suas vidas é preciso que comecemos a repensar e aplicar novas propostas pedagógicas que sejam voltadas para esse propósito.

O que você pensa sobre isso?

Aguardo sua postagem.

Até mais.